Impacto das altas taxas de juros nas construções

Nos últimos meses, as incorporadoras vêm pisando no freio.
A alta dos juros — que encarece o crédito, reduz a demanda e pressiona os custos — travou parte importante da construção civil no Brasil.

De acordo com a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), o setor reduziu sua projeção de crescimento de 2,3% para 1,3% em 2025, reflexo direto das condições de financiamento mais duras e do custo elevado de produção.

Mas o que isso muda, na prática, para quem está pensando em comprar um imóvel em São Paulo?

1. Menos lançamentos no curto prazo

Com o crédito mais caro, as incorporadoras priorizam projetos menores, com giro rápido e menor risco.
Isso significa que bairros consolidados do centro expandido, como Vila Mariana, Moema e Perdizes, devem ter menos novidades em 2025, enquanto áreas periféricas — onde há incentivos urbanos ou terrenos mais baratos — continuam recebendo a maior parte dos lançamentos.

Na prática, a escassez de produtos de padrão médio e alto tende a manter os preços firmes nos bairros mais disputados.

2. Financiamento mais caro (mas renegociável)

Para o comprador, o efeito mais imediato da alta dos juros é o encarecimento das parcelas de financiamento.
Mas há um ponto que pouca gente considera:
mesmo contratando hoje uma taxa mais alta, você pode renegociar ou portar o seu financiamento quando o ciclo de queda dos juros começar.

👉 Em outras palavras, esperar por taxas menores pode significar perder a oportunidade de comprar mais barato agora — já que os imóveis tendem a subir de preço quando o crédito volta a ficar acessível.

3. Custos de construção seguem pressionando

O INCC, índice que mede o custo da construção, ainda mostra alta expressiva: 9,9% na mão de obra e 6,1% nos materiais em 12 meses.
Com o crédito caro e os custos altos, muitos projetos novos se tornam inviáveis.
E, quando o número de obras cai, a oferta futura também diminui, criando um ambiente de valorização para quem já comprou.

4. O que fazer agora

  • Planeje financeiramente sua compra, considerando não apenas o preço do imóvel, mas ITBI, registro, escritura e eventuais reformas.
  • Simule o financiamento com taxa conservadora, sem contar com reduções imediatas.
  • Priorize imóveis prontos ou em fase final de obra, que têm menor risco e permitem negociar diretamente com incorporadoras que precisam girar estoque.
  • Conte com uma assessoria especializada que entenda o momento do mercado e o perfil de cada incorporadora — o tipo de informação que o comprador comum raramente tem acesso.

Conclusão

Os juros altos estão travando o setor, reduzindo o ritmo das construções e limitando o número de novos empreendimentos.
Mas, para quem sabe analisar o mercado com visão técnica, esse cenário pode abrir boas oportunidades de compra — especialmente em bairros onde a oferta está encolhendo.

💡 Comprar com estratégia agora pode significar antecipar valorização e ainda ter margem para renegociar o financiamento no futuro.

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